As autoridades de Saúde do Brasil, Paraguai e Argentina vão propor a reativação do Comitê Trinacional de Combate à Dengue, extinto há mais de três anos. A decisão foi tomada durante a reunião do Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde (GT-Itaipu Saúde), na terça-feira, no Parque Tecnológico Itaipu. O próximo encontro está agendado para segunda-feira, 1º, no Hotel Bella Itália, em Foz do Iguaçu.
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| Uma das sugestões é a implantação de um sistema trinacional de informações on line |
Segundo José Lúcio dos Santos, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná, o comitê atuará em duas frentes. A primeira, e mais urgente, será o lançamento de campanhas eficazes de combate ao mosquito transmissor, Aedes aegypti, já que os três países correm o risco de enfrentar uma epidemia de dengue hemorrágica.
Santos explica que a doença é cíclica. Em 2003 e em 2007, houve surtos na região, mas nos anos seguintes o índice de pessoas contaminadas diminuiu. Em 2010, portanto, a tendência é de que haja um novo surto, e ainda mais forte. “Como boa parte da população teve alguma das três formas da doença, desta vez pode desenvolver a dengue hemorrágica, que leva à morte", diz o especialista.
Informações em tempo real – Outro foco do grupo será a integração dos países.
Uma das sugestões é a implantação de um sistema trinacional de informações on line. A intenção é que, em tempo real, as autoridades de Saúde de cada país tenham conhecimento do número de casos e das ações desenvolvidas nas cidades dos países vizinhos para combater o mosquito transmissor da dengue e controlar a doença. “Um país cuidará do outro”, diz Alicia.
Atuação uniforme – Enrique Vazquez, da Organização Pan-americana de Saúde no Paraguai, afirma que somente será evitada a morte de centenas de brasileiros, paraguaios e argentinos se os três países adotarem normas idênticas de combate ao mosquito transmissor. E a forma de obter esta uniformidade de atuação é com a reativação do Comitê Trinacional de Combate à Dengue. “Questões epidemiológicas exigem ações ágeis, conjuntas e simultâneas”, destaca.
Na avaliação de Vazquez, além da participação de representantes dos poderes municipais, estaduais e federais, a presença do GT-Itaipu Saúde na coordenação será fundamental. “A experiência de articulação e integração entre os três países, com certeza, reforçará o trabalho deste colegiado”, afirma.



