Secretaria de Gestão e escola de governo são criadas em Foz do Iguaçu

Após cinco anos à frente da Secretaria da Fazenda, a administradora e servidora de carreira da prefeitura, Elenice Nunrberg deixou o cargo e foi empossada na segunda-feira (01) como titular da Secretaria Extraordinária de Políticas de Gestão Pública. Uma das missões da pasta é promover a eficiência do serviço público através da implantação de um novo modelo de gestão.
 
Merecimento – Esta metodologia moderna, implantada com sucesso em alguns municípios, define os critérios de merecimento estabelecendo indicadores de resultados. Também faz parte dos objetivos da nova secretaria o fortalecimento da capacidade de governar, promover a inovação de competências nos órgãos municipais e formular e controlar as políticas para a transformação da gestão pública em melhoria da qualidade dos serviços da administração. 
 
 
Escola de Governo – No pronunciamento de posse, Elenice anunciou a criação da Escola de Governo que terá como objetivo gerar e transmitir conhecimento técnico-científico em administração pública e promover a profissionalização de agentes públicos. “Ela nasce como uma escola de referência regional na profissionalização de agentes públicos e com a meta de se tornar referencia nacional após dois anos de implantação”, afirmou Elenice.
 
Desafio – Segundo Elenice, cada ano há frente da Fazenda foi um grande desafio com recursos que a prefeitura não recebia, promessas de parceria não cumpridas, novas dívidas com a Receita Federal aparecendo, cadastros desatualizados, sistemas de controle precários ou inexistentes e necessidade de manter as certidões em dia. “Tínhamos ainda que enfrentar o Tribunal de Contas, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Houve auditorias de todos os ministérios. Nunca antes este município foi tão auditado”.
 
Fraude na Fazenda – Poucos meses antes da eleição, em 2008, o então vereador Djalma Pastorello apresentou uma denúncia envolvendo fraudes no pagamento de tributos ao município. A secretária da Fazenda na época, Elenice Nunrbeg, havia comentado que a fraude era verdadeira, mas havia sido feita por funcionários da própria secretaria. Por se tratar de ano eleitoral a Comissão de Finanças da Câmara, que chegou a convocar servidores e a secretária para prestar depoimentos, foi rápida e pouco apurada pelos vereadores. Os documentos foram enviados ao Ministério Público.
 
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