O governador Roberto Requião discursou na terça-feira (02) na Assembleia Legislativa. O gesto apresentou um resumo de seus sete anos de governo e reforçou o compromisso de governar pelos mais pobres e abriu os trabalhos na Assembleia Legislativa. “Resolvemos tudo? Claro que não. Mas avançamos. Na verdade, progredimos bem além do que considerávamos possível, diante de uma realidade tão dura”, disse.
Requião apresentou números sobre a geração de empregos e a redução da pobreza no Paraná. “De 1995 a 2002, nos oito anos do governo que nos antecedeu, foram criados no Paraná somente 37.882 empregos com carteira assinada. Pois bem, apenas no ano passado, um ano de crise intensa, de contração das atividades econômicas em todo os setores, o Paraná criou mais empregos com carteira assinada que naqueles oito anos”, explicou.
No pronunciamento, que teve cerca de uma hora de duração, Requião também tratou de educação, saúde, segurança pública, agricultura familiar, políticas de desenvolvimento, resgate do patrimônio público, cultura e da economia em meio à crise global.
Leia os principais trechos do discurso do governador.
O compromisso – “Na campanha de 2002, fizemos uma proposta de Governo muito clara, sem espaços a interpretações ou dúvidas: o pacto da opção preferencial pelos mais pobres, pelos trabalhadores, pelos pequenos, pelos que são a maioria dos paranaenses. E assim foi feito. Embora o espaço de sete anos seja um breve tempo para corrigir distorções de há tanto acumuladas, avançamos. Resolvemos tudo? Claro que não. Mas avançamos. Na verdade, progredimos bem além do que considerávamos possível, diante de uma realidade tão dura, como a que se via a partir das janelas do Palácio Iguaçu, no dia lº de janeiro de 2003.
“Estamos no caminho certo. Os avanços todos, a política que combina redução da pobreza, criação de empregos e aumento da produção, que entende desenvolvimento como sinônimo de distribuição de rendas e de oportunidades, de diminuição das desigualdades, não pode acabar.
“Jamais retroceder. Todos os sacrifícios, todos os investimentos desses últimos anos não podem ser pulverizados por aqueles que já deram provas suficientes de que, fundamentalmente, não gostam dos pobres.”
A redução da pobreza – “Como revela um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o Paraná foi o estado brasileiro que mais reduziu os níveis de pobreza. Segundo a Fundação, com base na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, a PNAD, em 2003, no primeiro ano de nosso período de Governo, havia aqui 1 milhão e seiscentas mil pessoas vivendo abaixo do nível de pobreza. Em 2008, esse número havia caído pela metade, mesmo com o acréscimo de mais um milhão de pessoas no total de habitantes.
“A redução da pobreza deu-se em todas as regiões do Estado. No interior, ela recuou de l6,8 por cento para 8,46 por cento. Em Curitiba, caiu de 10,5 para 3,92 por cento. Na Região Metropolitana, caiu de l8,7 por cento para 9,09 por cento.
“Segundo ainda o IBGE, o rendimento médio dos paranaenses saltou de 321 reais, em l998, para 810 reais, em 2008. Descontada a inflação do período, um aumento real de 57 por cento.
“Em uma entrevista à Gazeta do Povo, o economista Marcelo Néri, coordenador do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, declarou que o Paraná “está 25 anos na frente do Brasil na redução da pobreza”.


