O encontro começou nesta quarta-feira (03), na aldeia dos Tekoha Añetete, com a participação de várias autoridades. O objetivo é definir, pela primeira vez, as demandas comuns de todas as comunidades que formam o povo guarani. Após a solenidade de abertura, que contou com a presença de diretores de Itaipu, os indígenas se reúnem a portas fechadas. No final do encontro, será feito um documento para os governos dos quatro países.
Na manhã de quarta (03), autoridades indígenas e não-indígenas participaram da cerimônia de abertura. As reuniões da tarde são todas fechadas, somente entre os índios. No final do encontro, um documento sintetizando as necessidades dos povos guaranis será entregue aos ministros da Cultura do Brasil e do Paraguai, e a representantes dos outros países.

Para o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek, o “homem branco” tem a dívida histórica com a comunidade original. “Tudo que fazemos é um esforço enorme para no mínimo diminuir esta dívida que nuca será paga”, afirmou. Ele acredita que o encontro será importante para saber as demandas dos povos indígenas e como os governos podem ajudar.

Povo guarani – No Brasil, a etnia guarani compreende sete estados: os três do Sul, além de Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e o Mato Grosso do Sul, onde vivem mais de 40 mil indígenas desta etnia. Ela é dividida em três subgrupos: “avá”, “cheripá” (com predominância no Paraguai) e “mbya” (na Argentina).
Na região da Bacia do Paraná 3, a maioria são avás-guaranis, das comunidades Tekoha Añete, Tekoha Ocoy e Itamaranda, as três comunidades que fazem parte do Programa de Sustentabilidade Indígena da Itaipu. Os Añete, por exemplo, estão na região de Diamante d’Oeste desde 1997, em uma área comprada por Itaipu. Hoje, são exemplo de sustentabilidade para o Brasil todo.
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