
Na UBS Portal da Foz, 40 cabos e soldados do Exército foram divididos em equipes. Para cada grupo de quatro militares, há um agente de endemias coordenando e orientando os trabalhos. A dona de casa Maria Villas Boas, de 57 anos, abriu a porta de casa para o mutirão. No quintal, havia recipientes que poderiam se transformar em criadouros, mas não foram encontradas larvas. "Ainda não fiz a limpeza hoje, mas revisamos o pátio todos os dias", disse. "Tenho muito medo de pegar dengue, e esse trabalho do Exército é muito importante", elogiou.
Na região, é comum encontrar casas em que os moradores usam tambores para acumular água na chuva. O comerciante José Mello disse que nunca esquece de fecha-lo, mas durante a visita os agentes encontraram o galão aberto. "Usamos a água para larvar as calçadas, e ontem esquecemos o tambor aberto", justificou. Ele foi orientado a lavar a vasilha e mante-la sempre vedada.

A meta do grupo é visitar pelo menos 50 mil imóveis na região até a sexta-feira, 19. Fiscais da Secretaria da Fazenda acompanham o mutirão, multando empresas e residências em que foram encontrados focos do mosquito que transmite a dengue, zika vírus e febre chikungunya. A multa varia de R$ 1,4 mil até R$ 7 mil.
O último boletim epidemiológico divulgado hoje pela Secretaria Municipal da Saúde mostra que só esse ano foram notificados 3.092 casos de dengue em Foz, sendo que 874 foram confirmado. Do total de positivos, 727 são pacientes que moram na cidade.


