
“O Germano Lauck é um hospital de função social imensa e não queremos chegar ao ponto da interdição”, afirmou o presidente do CRM, Luiz Ernesto Pujol. Ele explicou que o indicativo visa “proteger o exercício da profissão, sem colocar em risco a vida dos pacientes”. Em sua opinião, além de questões econômicas, o grande problema dos hospitais públicos tem sido de gestão.
Chico Brasileiro afirmou que os problemas no Germano Lauck começaram a se acumular desde a mudança no modelo de gestão da unidade. “Há um certo descaso com os serviços assistenciais como o que ocorreu com a UTI pediátrica, que foi fechada e hoje é ofertada pelo Hospital Costa Cavalcanti”, lembrou. “É preciso deixar claro que não há interesse de ninguém em fechar o Hospital”, destacou. “Queremos buscar uma solução consensual e definitiva para o seu bom funcionamento”.
A diretoria do Hospital Municipal tem prazo até 21 de março para corrigir as falhas apontadas pelo CRM. Entre elas, falta de equipamentos cirúrgicos, atrasos salariais e contratação de profissionais médicos e de enfermagem. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional, do CRM, Carlos Roberto Goytacaz, já foram realizadas duas vistorias no Germano Lauck. O prazo para a interdição poderá ser prorrogado.
FISCALIZAÇÃO – Para Chico Brasileiro, a atuação do CRM tem sido fundamental na preservação do exercício da profissão médica. “O CRM não tem o poder de fechar hospitais e, sim, de zelar pela qualidade dos serviços prestados pelos profissionais, evitando prejuízos para a população”, afirmou. “Assim como o parlamentar tem o papel de fiscalizador sobre a aplicação dos recursos públicos, o CRM tem assegurado serviços médicos de qualidade para a população”, completou. Brasileiro tem mantido interlocução com diversos setores da sociedade em defesa do Hospital Municipal.


