GT Itaipu fortalece políticas públicas de saúde na Tríplice Fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina

Foto: Jornal de Itaipu Eletrônico
Números mostram melhoria nas condições de vida dos índios e redução na mortalidade infantil

O Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde (GT-Itaipu Saúde) completa sete anos de atividades com saldos positivos, sobretudo, na humanização dos serviços nas unidades de saúde da região. Nesse período, contribuiu também para melhorar a qualidade de vida dos indígenas e a reduzir o índice de mortalidade infantil.

Criado em junho de 2003, o propósito era apoiar a Itaipu Binacional na ampliação do papel assistencial dos dois hospitais vinculados à empresa: Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu e Área 2, no Paraguai. Entretanto, a partir da discussão instalada no colegiado somado ao diagnóstico dos problemas mais comuns na Tríplice Fronteira na área de saúde, os objetivos iniciais foram expandidos. Saiu da área curativa e passou a incorporar temas de prevenção, promoção e educação em saúde. Como unificação de campanhas de vacinação e combate à dengue, bem como a capacitações de profissionais.

Nas reuniões realizadas mensalmente, profissionais representando os poderes municipais, estaduais e federais do Brasil, Paraguai e Argentina debatem e propõem projetos divididos em oito eixos temáticos: Saúde do Idoso, Acidentes e Violências, Saúde do Trabalhador, Endemias – Doenças Emergentes e Reemergentes, Saúde Indígena, Saúde Materno-infantil, Saúde Mental e Educação Permanente. Por intermédio dessas discussões, atualmente, boa parte das ações relacionadas à saúde nos três países, é discutida pelos integrantes do GT-Itaipu Saúde.

Cada encontro reúne em média 100 profissionais. Desde 2003, foram mais de quatro mil pessoas em 600 horas de discussões e deliberações. Até agora, foram 77 reuniões. A 78ª ocorrerá dia 22.

Segundo o diretor-geral da Itaipu, Jorge Samek, a partir da implantação do GT-Itaipu Saúde foi possível reunir autoridades de saúde do Brasil, Paraguai e, posteriormente, da Argentina para discutir os problemas na área da saúde. Desta forma, passou a fortalecer políticas públicas comuns nos três países.