
A captação aconteceu durante toda a manhã e foi realizada após a autorização da família de um paciente de 57 anos, vítima de Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave e que teve a morte encefálica confirmada através de exames realizados seguindo rigorosamente todos os itens descritos no protocolo específico. Foram captados além do coração para válvulas, fígado, rins e globo ocular.
“O sucesso desse procedimento atribui-se ao esforço da equipe multidisciplinar, do diálogo com a família do doador e toda uma estrutura para receber a equipe responsável pela captação”, diz a gerente de Divisão da UTI e secretária da CIHDOTT, enfermeira Karin Aline Zilli Couto.
Ainda segundo a enfermeira, uma das dificuldades encontradas pela CIHDOTT, se dá ao explicar para os familiares sobre a morte encefálica. “Eles observam o paciente respirando e, muitas vezes, se negam a acreditar que não há mais possibilidades de sobrevivência”. Karin explica que a morte encefálica se constitui na interrupção completa e irreversível das atividades do cérebro. “Após o diagnóstico de morte encefálica, como resultado de um traumatismo craniano, tumor, derrame, entre outros problemas, o sangue que vem do corpo e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre”, explica.
Para ser um Doador – O passo principal para se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. A doação de órgãos pode ocorrer a partir do momento da constatação da morte encefálica. Em alguns casos, a doação em vida também pode ser realizada, em caso de parentesco até 4º grau ou com autorização judicial (não parentes).


