Há 24 anos, José Francisco Celestino dos Santos fundava a Associação dos Abstêmios de Foz do Iguaçu (AAFI), entidade que tem como missão atuar junto a sociedade no combate ao alcoolismo como doença, tanto na sua prevenção como na sua erradicação através de terapia de grupo e na busca do autoconhecimento.
Orgulhoso por contribuir com a valorização do ser humano e da moral da família, Sr. Francisco Celestino é parte da história do município e, nesta sexta-feira, 26 de novembro, a partir das 18h30, receberá das mãos do vereador Nilton Bobato, autor da indicação, o Título de Cidadão Honorário de Foz do Iguaçu.
“Somos uma entidade exclusivamente dedicada ao problema do alcoolismo, desde a recuperação do alcoólatra já derrotado pelo álcool, até a prevenção daqueles que estão iniciando nesta triste caminhada, principalmente os jovens, buscando sedimentar a consciência do abstêmio. O atendimento da AAFI esta alicerçado na tríade recuperação-prevenção-profilaxia”, explicou Sr. Celestino.
As reuniões de terapia acontecem desde 27/03/1986, ininterruptamente, e são realizadas todas as segundas, quartas e sábados, das 20 às 22h30, no 1o Piso da Casa Paroquial da Igreja Matriz São João Batista (Av. Jorge Schimmelpfeng, 70, Centro). A participação é totalmente gratuita e independe de religião, instrução ou nível social.
Também participam da AAFI pessoas que têm problemas com outros vícios além do alcoolismo, tais como cigarro e outras drogas. “É importante esclarecer que as reuniões de terapia não são apenas para o doente alcoólico ou viciado, mas, sim, são abertas e incentivadas para que toda a família participe. A participação da família na recuperação do doente alcoólatra é essencial e não pode ficar a margem desta entidade, porque é a família o principal veículo que conduz à vitória do alcoolismo”, destacou.
As dúvidas sobre o assunto alcoolismo e outros vícios são esclarecidas por pessoas habilitadas, todas ex-alcoolatras e/ou familiares destes, hoje recuperadas e que fazem parte da AAFI. “O tratamento é basicamente psicoterapia de grupo abrangendo desde o campo da comunicação até o da interação, propondo-se a um sistema de identificação com os valores culturais e todos os recursos que o mundo científico coloca a disposição, para que possamos estudar o problema do alcoolismo, sem nos deixar levar para o campo dogmático”, explicou a voluntária Neve Góis.
Instituição filantrópica e sem aporte de verbas públicas para a sua sustentação, a AAFI não é uma entidade religiosa, mas crê e tem em Deus o seu Patrono. É uma irmandade familiar animada por um propósito: dar de graça, o que de graça recebemos.


