Requerimento propõe proteção ao patrimônio histórico de Foz do Iguaçu

O requerimento que exige a reativação do Comphac – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Ambiental e Cultural – foi aprovado por unanimidade na sessão de segunda (1º) pela Casa de Leis. O documento reitera a proposição feita pelo mesmo vereador no ano passado, solicitando ao Executivo o cumprimento e atualização da Lei que dispõe sobre a preservação do patrimônio natural e cultural do Município de Foz do Iguaçu.

Segundo o vereador Bobato é necessário que o Comphac seja reativado para que não se perca a memória da cidade. “Daqui a três meses, Foz do Iguaçu completará cem anos, e nós não temos nenhum prédio histórico tombado, ou seja, quem quiser poderá demolir a história de Foz do Iguaçu sem restrições”, justificou.

Foto:: Assessoria
Cepac, prédio corre risco de ser destruído caso não seja tombad

Patrimônio – Por não existir nenhum órgão responsável pelo tombamento de prédios históricos, muitos deles estão correndo risco de serem destruídos. Um exemplo é a casa do primeiro prefeito de Foz do Iguaçu, Jorge Schimmelpfeng, onde atualmente funciona a Clínica Santa Luzia. O Gresfi (primeiro aeroporto da cidade) e o Cepac – Centro Espírita Paz, Amor e Caridade – também são prédios históricos que não podem ser tombados por não existir o Conselho. Os responsáveis pelo Gresfi e pelo Cepac já procuraram o município para realizar o tombamento, porém, sem o Comphac não é possível preservar estas construções.

 

O objetivo do vereador é mobilizar a sociedade para agir urgentemente e reativar o Conselho para que a história do município seja preservada. Para Bobato garantir a preservação histórica é presentear a memória secular do município “Se não agirmos rápido, podemos perder a única chance de fazermos um museu para contar a história da cidade, na casa do primeiro Prefeito de Foz do Iguaçu, pois esta está prestes a ser destruída. O maior presente de 100 anos para a cidade é ter no mínimo sua estrutura histórica preservada”.