Justiça confirma Pró-Saúde na administração do Hospital Municipal

 

Foto: Divulgação
A saúde de Foz do Iguaçu foi alvo de várias fiscalizações, entre elas o MPT considerou inconstitucional a contratação de uma organização social para a administração do HM, municipio contestou

 

O Tribunal Regional do Trabalho confirmou, em audiência realizada na segunda-feira (14) pela manhã, a manutenção da Pró-Saúde, organização social que venceu a concorrência e administra o Hospital Municipal desde   abril de 2010.

 

Com a decisão de hoje, fica mantido o efeito de liminar que já havia sido concedida pelo próprio TRT, em julho do ano passado.

 

A liminar foi uma resposta ao Mandado de Segurança impetrado pela administração municipal no primeiro semestre do ano passado, quando o Ministério Público do Trabalho conseguiu, através de Ação Civil Pública, sentença condenatória em primeira instância, obrigando a prefeitura a retomar a administração do hospital num prazo de 180 dias.

 

Com a decisão de hoje, a OS permanece à frente da casa de saúde até sentença definitiva da Ação Civil Pública, que ainda tramita na Justiça.

 

Incostitucional – A contratação de uma organização social para administrar o hospital municipal foi considerada inconstitucional pelo procurador do Trabalho de Foz do Iguaçu. Por meio de uma Ação Civil Pública, o MPT questionou a contratação de trabalhadores para o hospital sem concurso público.

 

Em sua defesa, o município demonstrou a urgência e a premente necessidade das contratações, vez que o municipal é o único hospital totalmente público da cidade. Hoje o HM emprega 474 funcionários e atende mais de dez mil pessoas por mês, com grau de satisfação superior à 95%. “Nossa única alternativa era a construção do hospital municipal, sob pena de a nossa população não ter onde ser atendida. O hospital funciona muito bem e a OS vem fazendo um excelente trabalho. É um parceiro nosso e da cidade”, afirmou o prefeito Paulo Mac Donald que também estava sendo demandado pessoalmente na ação e acompanhou o julgamento, em Curitiba.

 

Na defesa do município, a Procuradoria Geral argumentou a interferência do Judiciário na autonomia administrativa do Executivo e destacou a legalidade do contrato com a organização social, que dirige dezenas de hospitais públicos em todo país. 

$(function(){
// esconde o conteúdo de “saiba mais” que fica no rodape da pagina
$(‘div#contentcolumn .relacionada’).hide();
// armazena o conteudo da div
var contentDivSaibaMais = $(‘div#contentcolumn .relacionada’).html();
$(‘div#contentcolumn .new-div-relacionada’).html(contentDivSaibaMais);
});