O reflexo da morte de Osama Bin Laden em Foz do Iguaçu

 
Após o suposto líder da AlQaeda, Osama Bin Laden, ter sido assassinado pelo exército norte-americano na noite de domingo (1º) começaram sussurros sobre o impacto que o fato causaria na Tríplice Fronteira. Afinal, Foz do Iguaçu abriga a segunda maior concentração de árabes do Brasil. E há três semanas a revista Veja fez uma reportagem especial falando sobre o “Terrorismo na Fronteira” onde atraiu a atenção do país novamente de forma negativa para a região.

Foto: Garon Piceli / Clickfoz
Foz do Iguaçu tem a segunda maior comunidade islâmica do Brasil, constantemente é citada na mídia nacional como foco de terrorismo

 

Foto: Arquivo Pessoal
“Não interfere em nada a nossa vida", afirma Jihad, RP do Centro Cultural Islâmico

Contudo, a Comunidade Árabe-Palestina afirma que fazer associação da morte de Bin Laden com os árabes da fronteira só seve para manchar o nome da comunidade. “Isso é uma questão internacional, não interfere em nada a nossa vida. Colocar Foz do Iguaçu no meio da história prejudica a cidade e o turismo, é isso que os Estados Unidos quer”, esclareceu Abu Ali.

A morte do saudita Osama Bin Laden era uma promessa do ex-presidente norte-americano George W. Bush após o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. O objetivo de W. Bush era “guerra ao terrorismo”. Assim que anunciado o ataque ao território afegão a população norte-americana apoiou a guerra em busca do então líder da AlQaeda, Bin Laden.

Em artigo publicado recentemente no Portal Vermelho, o vereador iguaçuense, Nilton Bobato afirma: “Os jovens, que eram meras crianças naquele 11 de setembro de 2001, que nesta madrugada comemoraram a notícia da morte de Bin Laden, é uma prova inconteste de que a cultura da violência, da guerra, continua mais forte do que nunca no território norte-americano. Os índices de popularidade do presidente Obama, que devem explodir nos próximos dias, mostrarão que a maior parte da população aplaude líderes que comandam guerras e violência pelo mundo”,

A redação do Clickfoz entrou em contato com o presidente do Centro Cultural Islâmico, Faisal Ismail, para saber a opinião da comunidade Islâmica, porém ele afirmou que não se pronunciaria sobre o tema a pedido do Xeique. A atitude tem com principal objetivo tirar a comunidade de foco e deixar claro que Bin Laden não tinha ligação nenhuma com os povos da fronteira.