As Polêmicas e os Resultados


Há alguns anos eu escrevia uma coluna sem personalidade alguma em jornais: uma hora contos, outra hora crônicas, vez em quando uma crítica ou uma poesia. Resolvi dar a este espaço um tratamento diferenciado e tomar uma linha: falar da cidade.

Para quem não sabe, sou contista. Escrevo textos de ficção e publico em diversos veículos pelo Brasil. Além disso, escrevo peças teatrais e tenho uma Companhia (O Teatro do Excluído) há 14 anos. Mas sempre me preocupei com a cidade e sempre, também, escrevi sobre ela. Daí a ideia de coluna de opinião.

E deu certo.

Já na primeira semana, tivemos muitos acessos. O número, que eu nem sei bem qual é, surpreendeu até o editor, que me ligou ao final do dia da primeira publicação para dar a notícia.

Além disso, a confiança que o pessoal do Clickfoz tem em mim, me motiva.

Começamos a discutir a cidade, eu e você, caro leitor, todas as quartas, seja pelos textos que faço, seja pelos comentários que recebo, favoráveis ou contrários. O número de indicações do texto para as redes sociais é recorde no portal de notícias e os comentários politizados. Isso me deixa muito feliz.

E os resultados não são apenas virtuais.

Quando falamos sobre a igreja barulhenta, fui procurado pela Pastora, que prometeu diminuir o ruído. O texto que trazia a foto do cardápio da lanchonete pendurado na placa de trânsito fez o dono do estabelecimento tirar no mesmo dia. Os comentários sobre o uso do Teatro Barracão levantou uma discussão sobre o processo de cessão da coisa pública e, certamente, caminharemos para o modelo da Funarte de ocupação de espaços culturais.

Quando falamos da Câmara Municipal, três vereadores me criticaram pessoalmente (o que acho bom). A coluna sobre o SESC gerou um reboliço em menos de meia hora de publicação. Fui procurado, até, pelo diretor da instituição, que, de forma honrosa, comprometeu-se a melhorar a comunicação com a comunidade para evitar situações como a descrita. O artigo sobre as placas nas esquinas criou mais polêmica do que pudesse imaginar.

Na história do ônibus que arrancou o para-choque do carro, a repercussão foi tão positiva que serei testemunha no processo contra a empresa de ônibus.

E o mais interessante, amigo leitor, é que nunca fiz um texto para achacar, criticar ou atacar pessoas, e sim ações. Tenho orgulho de ter um espaço onde não cobro dinheiro para elogiar ou criticar e onde tenho total liberdade para falar o que penso e nunca tive censura alguma por parte do Clickfoz, mesmo quando o assunto poderia gerar uma polêmica negativa.

Escrevo hoje, portanto, para agradecer a todos os acessos, comentários, críticas, posicionamentos, etc. Sejam pessoais, pelo facebook, pelo twitter ou aqui mesmo no Clickfoz.

Eu quis dar uma esfriada nos ânimos por uma semana e deixar os dois textos que fiz hoje (bombásticos) para as próximas semanas, quando falaremos da programação local da televisão iguaçuense e daquele cruzamento assassino da Avenida Paraná com a Costa e Silva.

Obrigado e boa semana a todos!

 

 


 

 *Luiz Henrique Dias é dramaturgo. Acesse. Siga ele lá: @LuizHDias

 

 

 

 

 


A opinião emitida nesta coluna não representa necessariamente o posicionamento deste veículo de comunicação