Aluízio Palmar faz palestra sobre Ditadura Militar para estudantes

Foto: Divulgação
Aluízio Palmar, autor de "Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?" inicia ciclo de palestras

O Centro de Direitos Humanos promoveu oficina e palestra para aproximadamente 300 alunos no anfiteatro do Colégio Monsenhor Guilherme. Na entrada, uma exposição do extinto Jornal Nosso Tempo, em seguida apresentação de vídeos do projeto Fala Favela do Mano Zeu, morador do bairro Cidade nova.

 

O vídeo serviu de base para um debate com um dos integrantes do Centro, Danilo Jorge, e para encerrar a atividade, o jornalista Aluízio Palmar fez palestra sobre a violência durante a Ditadura Militar brasileira (1964 – 1985), violência hoje e a justiça de transição.

 

“Verdade e Justiça em Foz” – o ciclo de palestras continua em outras escolas da cidade no decorrer do mês, esta semana Palmar irá visitar os colégios estaduais Carmelita, Castelo Branco e Costa e Silva. “O objetivo é disseminar a ideia de justiça de transição, todos os outros países que passaram por Ditadura Militar já cumpriram esta etapa, enquanto no Brasil os ditadores são homenageados, precisamos debater isso”.

 

Justiça de Transição – é um conceito aplicado pela ONU em 2007 que reúne práticas sobre como lidar com o legado deixado por regimes de exceção. No caso brasileiro, a Ditadura Militar.

 

A base para concretização da Justiça de Transição é esclarecer a população sobre as violações à vida humana praticadas durante os Anos de Chumbo. De acordo com Palmar, é fundamental esclarecer o passado para não cometer os erros novamente. “Como nós vamos falar em punição hoje, se quem matou, torturou e violou direitos no passado, hoje é considerado herói”.

 

Um dos objetivos da Justiça de Transição é questionar, por exemplo, as escolas e ruas que levam nomes de ex-ditadores: Av. Costa e Silva (ditador que instituiu o Ato Ai-5) e Colégio Estadual Castelo Branco (primeiro ditador do regime militar).

 

Além das palestras o Centro dos Direitos Humanos também desenvolveu material gráfico com informações a respeito da Justiça de Transição e questionamentos sobre a sociedade atual. A ideia é fomentar o debate entre jovens e adolescentes para futuramente iniciar um movimento mais incisivo de conscientização.