Greve dos Correios paralisa 90% dos funcionários em Foz do Iguaçu

A partir do primeiro minuto de quarta-feira (14) os funcionários dos Correios começaram a paralisação. Uma reunião em Brasília decidiu pela greve e se estendeu por 24 dos 27 estados brasileiros. Em Foz do Iguaçu 90% dos funcionários estão paralisados. Parte de quem continua trabalhando é porque se sentiu pressionado a não participar da greve.

 

Foto: Poliana Corrêa/Clickfoz

Os funcionários estão parados desde a madrugada de quarta-feira (14) sem previsão de voltar ao desempenho normal de suas respectivas funções

 

De acordo com o Subdelegado do Sintcom – PR – Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná – Edir Ledesma dos Santos, as exigências são reposição salarial de perdas acumuladas ao longo dos governos anteriores de 24% mais 6.87%, piso salarial para carteiros de R$1.635,00, atualmente é de R$807,00, melhores condições de trabalho e contratação de mais funcionários.

 

 

Foto: Poliana Corrêa/Clickfoz
Edir Ledesma, subdelegado do Sintcon-PR afirma que a greve só terminará assim que tiverem uma resolução compatível com as reivindicações

Ledesma afirma que muitas correspondências têm sido extraviadas ou chegado com atraso porque muitos funcionários estão sobrecarregados, é necessário fazer uma nova contratação. “O concurso já foi feito, mas eles não contrataram ninguém até agora”.

 

 

A proposta de negociação feita antes da greve, na noite de terça-feira (13) não foi aceita pelos funcionários porque não atendia nem metade das reivindicações. Foi oferecido um abono salarial de R$800, nem uma reposição, e um aumento salarial de 6% que equivale a R$50.

 

Privatização – segundo Ledesma a Greve tem por objetivo também alertar a população da Medida Provisória 532 que prevê alteração no Estatuto dos Correios e até privatização dos serviços. A MP já foi aprovada pelo Congresso e Senado e está esperando ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. “Em Londrina cinco funcionários já foram desligados e contratados por empresas terceirizadas de entrega, se essa MP for aprovada é uma incógnita o que vai acontecer com nós”.

 

O site oficial do Sintcom/PR alerta sobre o risco da privatização “A greve vai além das reposições de nossos baixos salários e benefícios. A nossa greve é um alerta à sociedade. Queremos mostrar os riscos que corremos de perder a empresa para o capital privado. Assim como as comunicações, os pedágios, as escolas, os planos de saúde, passaremos a pagar caro o envio de uma simples carta”.