Nina Nassiff: Dança do Ventre é a tradução da cultura de um povo

Bailarina, professora, acredita no poder da dança de regatar a auto-estima, a feminilidade, aumentar a qualidade de vida, desenvolver a união, promover a amizade e, principalmente, traduzir a cultura de um povo através da música, da vestimenta e dos movimentos.

Ginasta Olímpica na adolescência, Nina se interessou pela Dança do Ventre quando viu um anúncio de uma professora de São Paulo, Maria Lu Couto. Encontrou em contato e participou do seu primeiro curso profissional em 1994, não largou mais a dança, e a paixão foi tanta que acabou por virar profissão.

Foto: Garon Piceli/Clickfoz
O grupo Divas se apresenta em eventos pela cidade a fora, recentemente dançaram no Salão do Livro, por exemplo

Atualmente Nina Nassif é professora de dança do ventre no Centro de Convivência do Idoso na Praça da Bíblia, a iniciativa é da Secretaria de Esportes do município. Nina é responsável pelo grupo Divas, “eu costumo dizer que são mulheres maduras, e não 3º idade”. Divas conta com sete bailarinas, todas com mais de 30 anos. 

A qualidade de vida, o resgate social e a disseminação da cultura árabe, para Nina, são prioridades. “Tem muita bailarina que sofre da síndrome do estrelismo, acha que o importante é só o show, o show é espetacular, mas a dança folclórica é muito mais que isso, meu objetivo é popularizar a dança do ventre”.

Assista a entrevista com a professora Nina Nassif
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Com o grupo Divas Nina tem alcançado seu objetivo, resgatou a auto-estiva de muitas mulheres, “tem tanta mulher que cuida da família da casa e esquece dela mesma, aqui é uma oportunidade de fazer amizades e se redescobrir”.

Mafalda Dias tem 63 anos, três filhos e quatro netos, viu na dança do ventre um desafio de conhecer uma nova cultura não hesitou em arriscar. “Minha auto-estima melhorou muito, aqui eu vivo momentos maravilhosos com as amigas, faz bem para nosso ego. Já cuidei da família, agora é hora de cuidar de mim”.

Norma Beatriz, 47, “melhorou tudo na minha vida, depois que comecei a dançar Dança do Ventre me sinto mais feliz, mais disposta, até da educação dos meus filhos eu consigo cuidar melhor”. Laura dos Santos de 56 redescobriu seu próprio corpo, “aprendi a deslocar partes que nunca imaginei, me sinto muito mais feminina”.

A mais nova do grupo é Jussani Wagner do Nascimento, com 33 anos. “Mudou o ritmo da minha vida, antes eu era dona de casa e não tinha coisas diferentes para fazer, agora eu tenho novas amigas, me sinto mais feliz e tenho uma nova atividade que gosto muito”.

O grupo Divas se apresenta em eventos pela cidade a fora, recentemente dançaram no Salão do Livro, por exemplo. As aulas são gratuitas, acontecem no centro de Convivência do Idoso na praça da Bíblia todas as segundas e sextas-feiras a partir das 14h30. “Tem muita mulher que pensa que dança do ventre é só para mocinhas jovens e magrinhas, não é uma questão de corpo, é qualidade de vida, estado de espírito, o meu objetivo é popularizar essa dança e trazer auto-estima para mais divas”, encerra Nina Nassif.

Mais informações sobre as aulas através do telefone do Centro de Convivência 3907 3257, do e-mail da Nina Nassif: libano_brasil@hotmail.com ou do blog www.ninanassif.blogspot.com.  

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