Em Foz do Iguaçu, favela Monselhor Gulherme é parcialmente desocupada

O objetivo da ação é desocupar a área que segundo que está sendo usada como depósito de mercadorias contrabandeadas, tráfico de drogas e esconderijo de criminosos que praticam assaltos e outros crimes na região central da cidade.

Foto: AMN
Na ocasião, várias casas foram destruídas e o material retirado do local para evitar novas edificações

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Adão Almeida, esse trabalho visa aumentar a segurança na cidade. “É uma iniciativa de interesse público. As famílias que moravam aqui foram recolocadas em conjuntos habitacionais e as casas que ficaram desocupadas, foram tomadas como depósito e em muitas situações, por desocupados e pessoas que tem problemas com a Justiça”, destacou Almeida.

 

Durante a ação, que contou com seis viaturas da Guarda Municipal e quatro da Polícia Federal, cerca de dez barracos que eram usados como depósitos foram derrubados. Funcionários da prefeitura fizeram a retirada da madeira, para evitar que as estruturas sejam reerguidas. Duas pessoas, uma que tinha mandado de prisão e outra que estava de posse de munição, foram presas.

 

As poucas casas ocupadas foram visitadas pelos engenheiros e técnicos do Fozhabita. Eles iniciaram o cadastro dessas famílias, para ver a situação em que vivem e posteriormente incluí-las no programa habitacional do instituto. Segundo o engenheiro Edson Gaspar, será feito um mapeamento da área, atualizando os dados que existem no Fozhabita.

 

O departamento de Serviços Urbanos ficou encarregado de fazer o corte de centenas de leucenas, árvore que está tomando o lugar da mata nativa e é considerada uma planta invasora. Com a derrubada delas a área vai ficar mais limpa e aberta, facilitando a fiscalização e a sensação de segurança.

 

A Vigilância Sanitária também acompanhou o trabalho realizado na favela. As famílias que têm criação de animais, como porcos e bezerros, foram notificadas. O técnico Sebastião da Costa, informou que um morador já foi autuado porque não tomou providências com relação aos 50 porcos que mantinha no terreno em que vive. Agora será enviado um ofício ao Ministério Público, para que sejam tomadas providências.

 

Já os agentes de endemias do CCZ, vistoriaram a área e forneceram informações e orientações às famílias sobre a presença de animais peçonhentos. “Os terrenos estão tomados pela sujeira e lixo acumulado, o que facilita a reprodução de aranhas e escorpiões, que podem colocar em risco a vida das pessoas”, disse o agente de endemias, Edwin Gavilan.

 

Os primeiros levantamentos feitos na favela mostraram que a maioria das pessoas que está vivendo no local, tem passagem pela polícia. Como em uma casa em que a moradora saiu da cadeia há poucos dias, o marido dela estava no CDR e os dois filhos cumprem medidas sócio-educativas. Também são várias as crianças que convivem com todo o lixo que existem próximos as casas e não estão matriculadas na escola.

 

De acordo com a assessoria da prefeitura, esta ação busca eliminar pontos que comprometem a segurança da população e reassentar as pessoas carentes que vivem em condições precárias.