Rapidinhas da semana por Washington Sena

 

 


PIRATAS “NON ECZISTEN”
Estou devendo uma informação para vocês. Tive acesso, dia desses, a um documento enviado pelo delegado da Polícia Federal às emissoras de rádio concedidas em Foz do Iguaçu. Nele, a PF detalha os trâmites da operação que averiguou a pirataria no espectro radioelétrico de Foz. Foram feitas diversas diligências nos endereços denunciados pelos empresários, mas nada de irregular foi encontrado nas emissoras. Curiosamente, o único equipamento irregular foi identificado em uma emissora outorgada, a Rádio Cultura Filadélfia, que ainda pertence à Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, mas que na prática é comandada por um grupo evangélico. Lá, foram encontrados equipamentos de radiodifusão operando sem a devida autorização da Anatel. O equipamento foi apreendido e a empresa devidamente autuada e multada.

Nas demais, acusadas de serem “piratas”, PF e Anatel nada encontraram, o que acabou frustrando a expectativa dos denunciantes. Na prática, a operação confirmou aquilo que eu já havia previsto: quem deve atestar a ilegalidade dessas emissoras não são autoridades brasileiras, mas sim os órgãos competentes da Argentina e Paraguai, aonde estão localizadas as estações. E o relatório da investigação diz isso.
Então, no estilo Padre Quevedo, podemos afirmar que em Foz “piratas ‘non eczistem’”.

FALTOU
Na operação citada, PF e Anatel agiram com a postura e lisura que eram esperadas, mas poderiam ter sido mais minuciosos nos levantamentos. Já que vieram técnicos de fora para fazer avaliações de irregularidades na irradiação, poderiam ter estendido essas verificações também às emissoras outorgadas. Assim, poderiam ter detectado irregularidades que continuam passando batido.

Em determinados pontos da cidade, há muita reclamação de interferência de emissoras de Foz em telefones celulares e até na TV. Eu mesmo já constatei isso, dia desses, ali no Hotel Rafain Palace. Enquanto o celular chamava, podia ouvir nitidamente uma emissora transmitindo, que me pareceu ser uma das outorgadas em Foz.

Além disso, andei consultando alguns pedidos de licença para a instalação de links de rádio, aonde pude identificar certas irregularidades. Nada comprometedor, mas se era pra fiscalizar, então deveriam ter ido mais fundo nas verificações. As fiscalizações devem continuar, para que o nosso espectro não fique ainda mais “avacalhado”; mas, tem de ser uma fiscalização bem ampla.

DEFINIÇÕES
Essa foi uma semana intensa de negociações no cenário político de Foz do Iguaçu. Partidos correndo atrás de filiações dos prováveis candidatos nas eleições de 2012. É aqui que tudo começa a ser decidido. Uma reunião em especial me chamou a atenção. Dela participaram representantes de nove ou dez partidos (PDT, PT, PMDB, DEM, PC do B, entre outros), que trocaram impressões sobre o que deve ser a composição para a disputa que se aproxima. Na plateia, muitos pré-candidatos que ainda avaliavam a melhor escolha partidária, então, na verdade os partidos faziam sua última tentativa para arrebanhar novos adeptos. Foi o prefeito, Paulo Mac Donald (PDT), quem ousou comparara a dita reunião com os primeiros movimentos da Frentona, que o levou ao poder, em 2004. A análise de Paulo é feita com base em um aspecto da reunião: muitos dos partidos presentes alegam já ter candidato próprio. E assim foi nos primeiros encontros da Frentona, que acabou aglutinando 18 siglas em torno da candidatura de Mac Donald e Chico Brasileiro (PC do B).

Paulo tem meia razão. De fato, as candidaturas ainda não estão sacramentadas, como blefam os partidos; porém, estamos muito longe de termos algo como aquela frente de 2004. O simples fatos de PSB, PSD e PSDB estarem fora desse encontro, já acena que mudanças podem ocorrer nesse desenho de meia-página.
Quem viver, lerá…

CANDIDATOS
Por enquanto, apenas três partidos já propagam seus candidatos. Na reunião, já mencionada, Pedro Tonelli, do PT, reafirmou a intenção do partido de lançar Jorge Samek, o diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional. Nessa mesma esteira, o PC do B conforma Chico Brasileiro como o seu candidato para a disputa. Finalmente, o PDT também saiu da moita e aponta a popularíssima Nanci Rafain como sua candidata à Prefeitura, tendo o apoio dos Democratas.

Ainda resta saber se o PSB vai mesmo lançar o nome do deputado Reni Pereira e que rumos vão tomar PSDB e PSD. Este último, pelo que sei, não deve ter candidato na cabeça, ainda, concentrando os esforços para garantir bancada na Câmara.

Ah, e tem o PMDB, que ameaça lançar Tércio Albuquerque, que eu ouvi dizer que deve mesmo é pleitear um assento na Casa de Leis.

NOVOS FILIADOS
Confirmando a minha idéia de que Paulo Mac Donald ainda vai ter muito peso nas definições que se avizinham, soube de algumas filiações pesadas para engrossar o time do Prefeito. O PDT está ganhando reforços importantes para a montagem do jogo. Um desses reforços é ninguém menos que Vilmar Andreola, ex DEM, que todos sabem que teve grande influência política nos dois mandatos de Paulo. Andreola gruda no partido da esposa, dando mais força para que ela seja mesmo a candidata de Paulo ou que negocie sua presença em uma chapa “imbatível”.

Um trio esportivo também passa para o lado pedetista. O primeiro é Márcio Ferreira, atual Secretário de Esportes (também veio do DEM), que segue os passos de Vilmar. Junto com ele, está indo a dupla de ferro do Foz do Iguaçu Futebol Clube, Lóli Dalla Corte e Arif Osman. Quem vai ser o candidato é outra discussão…

“BRIMO”
Arif Osman estudou muito bem o cenário político antes de optar pelo PDT. Até a quinta-feira, quando assinou, estudava o convite de vários partidos. Optou pelo time do Prefeito, por entender que lá terá mais espaço para trabalhar até a Eleição. Em 2008, ele abriu mão de uma candidatura pelo PSB para apoiar o sócio, Lóli Dalla Corte, que apesar da votação expressiva, acabou não conseguindo cadeira na Cãmara. Agora, embora não admita, Arif espera a retribuição de Lóli.

O primeiro passo para a candidatura do “brimo” foi uma consulta às suas bases. Há tempos, Osman vem falando que a colônia árabe de Foz deveria fechar questão em torno de um candidato. Parece-me que ele conseguiu a benção dos anciães da colônia e, portanto, qualifica-se como seu representante na disputa. Se o grupo – com Lóli – fechar mesmo o apoio em torno de seu nome, Arif passa a ser um forte candidato.

Além dos votos dos descendentes árabes, ainda deve ganhar muitos votos de simpatizantes do futebol, o que aumenta o desespero de um certo vereadorzinho.

O jogo tá cada vez melhor…

REGRAS
A Justiça Eleitoral já avisou. Nenhuma mudança que se defina agora vai valer para as eleições do ano que vem. Com isso, o sistema de coligações na disputa proporcional vai ser mantido, com o cálculo do quociente eleitoral sendo feito, considerando os votos de todos os candidatos do mesmo “time”. Para 2014, na eleição dos deputados, a coligação será proibida. A intenção é frear o “efeito Tiririca”, aonde um candidato expressivo acaba arrastando consigo outros candidatos com menos votos. O fator já havia sido observado com a eleição do médico Enéas Carneiro, na década de 90, mas causou indignação diante da eleição do humorista.

Se a regra de 2014, tivesse valido em 2008, Lóli Dalla Corte seria um dos vereadores iguaçuenses dessa legislatura.

 

 

Até mais!

Deixa Deus comandar o teu time no jogo da vida e seja um vencedor, sempre…

 

 


 

 

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