Greve dos bancários chega ao fim em Foz do Iguaçu

Terminou na manhã de segunda-feira (17) em Foz do Iguaçu, após 21 dias, a greve dos bancários. A decisão pelo fim da greve foi tomada após assembleia realizada em frente a uma agência bancária na Av. Brasil, onde o sindicato da categoria, tanto de bancos públicos quanto privados, aceitou a contraproposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Entre as reivindicações do sindicato, estavam um reajuste de 12,8% no salário, melhores condições de trabalho, maior participação na divisão dos lucros e resultados. Apesar de lamentarem que alguns pontos da pauta de reivindicação não avançaram tanto quanto desejavam, os bancários encerraram a greve comemorando diversas conquistas sociais, melhor participação nos lucros e resultados, aumento real de salário, valorização do piso salarial da categoria e novas contratações.

“Os bancários sabem que a lei garante o direito de greve, mas também faculta ao empregador descontar os dias parados. Portanto, a garantia de que não haverá desconto a esse título foi considerada uma grande conquista”, declarou a presidente do Sindicato dos Bancários de Foz do Iguaçu, Cristina Delgado.

A base sindical abrange ao todo oito cidades, além de Foz do Iguaçu. Segundo informações repassadas por Delgado, a categoria obteve 100% de participação na greve, aproximadamente 600 funcionários.

Como as agências ficaram fechadas por bastante tempo, é natural um aumento no movimento. A presidente do sindicato orienta para que os usuários evitem as agências nos primeiros dias, após o fim da greve. “Não sendo casos de extrema urgência, pedimos à população que não vá às agências nos primeiros dias, pois certamente encontrará um desconforto na demora do atendimento, uma vez que elas deverão estar lotadas”, projetou Delgado.