O tráfico internacional de pessoas, além da violência doméstica e sexual são alguns dos problemas enfrentados por milhares de mulheres, principalmente as de baixa renda. Em regiões fronteiriças, como é o caso de Foz do Iguaçu, por exemplo, a situação se agrava ainda mais.
Desorientadas, as vítimas procuram por ajuda e acabam encontrando em instituições voltadas para os cuidados desse tipo de violência, o amparo necessário para tentarem retomar suas vidas. Uma dessas entidades em Foz do Iguaçu é a Casa Abrigo.
Desde o dia 31 de dezembro a Casa Abrigo passou a ser gerenciada pela instituição Esperança em Cristo. Antes, as mulheres que sofriam qualquer tipo de violência eram atendidas pelo Laca – Lar de Apoio à Criança e ao Adolescente. A mudança precisou ocorrer após a intervenção do local por determinação da justiça. No entanto, muitas são as dificuldades enfrentadas pela Irmã Zélia Barbosa da Silva, coordenadora selecionada pelo município.
“Temos um limite de 20 vagas que podemos atender, pois o local não abrange muito espaço. No momento, contamos com três mulheres atendidas e seis crianças, filhos destas mulheres violentadas”, explica Irmã Zélia. As vítimas são encaminhadas pela Delegacia da Mulher e Conselho Tutelar, quando envolve casos de mãe e filho violentados.
A equipe conta com cinco ajudantes, assistente social, psicóloga, auxiliar administrativa e uma coordenadora. Mas falta a estrutura necessária. Precisa-se de doação, principalmente de aparelhos eletrônicos para cozinha e materiais de higiene pessoal. Quem quiser fazer alguma informação, poderá entrar em contato pelo telefone da Irmã Zélia 9921-4044.


