Serão utopias?

 

Queridos(as) leitores(as)! Confesso que ainda encontro – me no processo de reflexão, avaliação, correção e desejos. Nosso ano de 2012 ainda é uma criança recém nascida, portanto gostaria de compartilhar aqui os meus desejos, não os individuais, pois esses são direcionados a mim e a minha família, mas sim os de caráter coletivo.

Quero que todas as crianças de todo o mundo possam nascer e crescer em meio a uma família, independente da formação dessa família, mas que acima de tudo ela receba amor e educação. Desejo que todas as pessoas busquem o conhecimento de seus diretos e deveres, e que assim possam cumpri-los e exercê-los com dignidade e cidadania, tomando consciência inclusive dos seus direitos a cultura para lutar de forma organizada e íntegra pela conquista dos mesmos.

Que a cultura e as artes em nossa cidade de Foz do Iguaçu e região sejam vistas com mais prioridade e que tenham dessa forma suas políticas construídas com decência e justiça. Sonho intensamente que nossa cidade consiga o quanto antes espaços culturais públicos adequados e acessíveis, principalmente seu teatro municipal juntamente com produções artísticas locais e de outras regiões realizadas com qualidade e muito profissionalismo.

Desejo que em nossas escolas a arte e a cultura sejam ensinadas e respeitadas e que no ensino médio o jovem não seja forçado a se preocupar somente com o vestibular, mas também com a sua formação enquanto ser humano parte de uma sociedade e da natureza.

Que cada um pense na sua quantidade de lixo gerada diariamente e que busque responsavelmente alternativas sustentáveis.

Desejo que as pessoas sejam mais gentis, éticas, tolerantes, educadas e que busquem a comunicação assertiva. Gostaria que toda a gente fosse vista e tratada feito gente, independente de qualquer questão, pois a banalização da violência verbal e até física não pode se tornar maior que a nossa sensibilidade e a nossa condição humana.

Às vezes quando fazemos determinados desejos e os revelamos às pessoas, algumas nos dizem assim: “Ah! Isso é utopia!”, como se esse desejo fosse algo impossível e que jamais pudesse ser realizado em hipótese alguma… Pode ser, mas como diz o escritor uruguaio Eduardo Galeano: “A utopia está lá no horizonte, me aproximo dois passos ela se afasta dois passos, caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: Para que eu não deixe de caminhar”.

Então… que assim seja!


 
 

 

 

 

*Claudia Ribeiro é  atriz, contadora de história, produtora, dramaturga e professora.